
Uma forte nevasca que vem atingindo a Rússia desde meados de janeiro de 2026 cobriu ruas, prédios e veículos em diversas cidades, provocando interrupções nos transportes, quedas de energia e bloqueios em áreas urbanas.
Na Península de Kamchatka, no extremo leste do país, o acumulado de neve chegou a atingir até 5 metros (500 cm) em algumas áreas, com camadas de neve cobrindo a altura de janelas e chegando ao segundo andar de alguns prédios. Em Petropavlovsk-Kamchatsky, a capital regional mais afetada, foi declarado estado de emergência municipal após a paralisação quase total da cidade e ocorrência de pelo menos duas mortes causadas pela queda de neve de telhados.
A mesma sequência de tempestades também derrubou níveis de precipitação surpreendentes em um período curto: em partes de Kamchatka, cerca de 30 % da precipitação média mensal caiu em apenas 24 horas, gerando grandes montes de neve e dificultando a circulação.
No centro da Rússia, a cidade de Moscou enfrentou um dos maiores episódios de neve em décadas, com as equipes municipais removendo dezenas de milhões de litros cúbicos de neve das ruas após estruturas inteiras ficarem encobertas. Meteorologistas destacaram que o episódio de neve de janeiro de 2026 figura entre os mais intensos registrados nos últimos 140 anos na capital russa, com acumulados que, segundo autoridades, ultrapassaram 65 cm de neve no solo, somando os efeitos de várias tempestades sucessivas.
Outras grandes cidades russas, como São Petersburgo, também registraram intensificação da cobertura de neve neste inverno, elevando preocupações sobre riscos de gelo em telhados e condições perigosas de circulação nas vias urbanas. Autoridades locais chegaram a implementar sistemas de monitoramento para detectar formações de gelo e neve pesada em edifícios, com multas para proprietários que não realizarem a manutenção preventiva.
Os efeitos da nevasca vão desde veículos enterrados sob camadas de neve até interrupções no fornecimento de energia e de serviços de internet, além de comprometimento do transporte público e aéreo em várias regiões.
Por - Gutemberg Stolze / Imprensananet.com