
Revendedores de gás de cozinha (GLP) do Distrito Federal realizaram, nesta quarta-feira, 23 de setembro, uma mobilização em frente a distribuidoras e engarrafadoras do produto, em protesto contra os recentes reajustes no preço do botijão.
Sem protesto confirmado, a Bahia também sofreu aumento no preço do botijão em setembro. O Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sindrevgás) informou que o botijão de 13 kg poderia ter aumento de até R$ 10, com preços chegando a aproximadamente R$ 160, dependendo da região e da revenda. Segundo o sindicato, o reajuste foi atribuído principalmente ao dissídio coletivo dos trabalhadores do setor, além de custos operacionais como transporte e logística.
Os revendedores estacionaram caminhões nas entradas das empresas e exibiram faixas com mensagens como: “Apoiamos os programas sociais, mas não podemos trabalhar no prejuízo”.
Segundo o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP (Sindvargas-DF), as distribuidoras teriam aplicado aumentos mesmo diante do impacto que os reajustes provocariam sobre as empresas responsáveis pela comercialização do produto ao consumidor final.
Em algumas regiões do Distrito Federal, o aumento teria chegado a R$ 8 por botijão de 13 quilos. Antes dos reajustes, o preço médio do botijão comum era de aproximadamente R$ 105,56, segundo os dados apresentados pelo setor.
O presidente do Sindvargas-DF, Sérgio Costa, afirma que o chamado preço de referência já estaria defasado antes mesmo dos novos aumentos e não acompanharia os custos atuais de operação das revendas. “Não podemos continuar recebendo aumentos enquanto o preço de referência permanece defasado. Essa conta não fecha, e quem está na ponta não pode continuar absorvendo sozinho esse impacto”, afirmou Costa.
A mobilização tem como principal objetivo pressionar pela abertura imediata de uma mesa de negociação com as distribuidoras e chamar a atenção das autoridades para a situação enfrentada pelo setor.
De acordo com o sindicato, caso não haja avanço nas negociações, os revendedores estudam ampliar o movimento e suspender temporariamente a venda de gás de cozinha aos consumidores.
A possibilidade ainda está em avaliação e dependerá dos próximos passos das negociações entre representantes das revendas e das distribuidoras.
O movimento também ganhou repercussão fora do Distrito Federal. Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão entre os estados envolvidos na mobilização de revendedores, segundo informações divulgadas por entidades representativas do setor.
A principal preocupação é que novos reajustes na cadeia de distribuição acabem pressionando ainda mais o preço final pago pelo consumidor.
O gás de cozinha é um produto essencial para milhões de famílias brasileiras, e qualquer interrupção prolongada na distribuição pode provocar impactos no abastecimento e nos preços praticados no mercado.
Por - Redação | Imprensananet.com.br